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12/12/2014: 'Internet das coisas' permite que tudo ao nosso redor esteja interconectado

Já começou uma revolução tecnológica que promete em breve conectar à internet tudo o que está ao nosso redor.

INTERNET DAS COISAS

Na coluna Conecte, a repórter Michelle Barros vai explicar o que é a chamada "internet das coisas".

Tem horas que a gente se pega pensando "Como será o futuro? Daqui a uns anos, como tudo isso vai estar?". Mas algumas coisas já dá pra gente ter ideia do jeito que vão funcionar. Ou, pelo menos, para onde toda essa tecnologia está caminhando.

A roupa que vestimos, os sapatos que usamos, os acessórios, o relógio e a pulseira. Tudo vai vir conectado. As "coisas" vão conversar entre si e vão entender como cada um é e passar as informações.

Parece loucura, mas não é. É o futuro, é a "internet das coisas". Essa "revolução digital" já está acontecendo. Em um centro de tecnologias interativas da USP (Universidade de São Paulo), pesquisadores desenvolvem sistemas interligados e inteligentes.

"Algumas coisas vão ser fantásticas. Por exemplo: eu perdi alguma coisa, a minha carteira. A carteira vai descobrir que você a perdeu e vai te mandar uma mensagem: 'você me perdeu aqui'. A geladeira vai saber se está faltando comida em casa, a tua porta vai saber se foi arrombada ou não. Então, o universo de possibilidades é realmente muito grande", conta Marcelo Zuffo, coordenador do CITI/USP (Centro Disciplinar em Tecnologias Interativas da Universidade de São Paulo).

Mas ainda há um caminho a percorrer. A indústria não perde tempo e corre na produção de mais e mais objetos capazes de se conectar aos outros. O relógio já "troca uma ideia" com o smartphone.

Basta dar uma olhadinha no relógio para ver os meus emails que estão chegando, as mensagens que estão entrando no celular, sem nem pegar o telefone, e também os compromissos. E, claro, como é um relogio, dá para ver a hora.

O gerente de produtos da Sony, fabricante do relógio, explica que, para ativar o sistema, é preciso, primeiro, aproximar o telefone e o relógio. Isso aciona o bluetooth. Depois, é só manter os aparelhos a uma distância de até 10 metros que as informações continuam a ser trocadas.

"Também tem uma função muito legal, que, quando você se afasta do seu smartphone, ele vibra para você ser avisado que você está se distanciando dele", explica Joe Takata, gerente de produtos da Sony Mobile.

Uma escova inteligente, produzida pela Oral-B, mede a pressão exercida em cada dente, emite alerta se há algum problema na boca e monitora a quantidade de escovações. As informações saem da escova e são enviadas para outro aparelhinho via bluetooth.

Se manobrar ficou mais fácil, achar uma vaga pra estacionar no meio da cidade também. O aviso vai chegar ao telefone celular do motorista que estiver em busca de um cantinho para parar. Esse é um dos projetos da cidade digital e já está sendo testado em Águas de São Pedro, no interior de São Paulo.

No chão da rua, há equipamentos embutidos. Dois em cada vaga. O sensor percebe quando há um veículo ali em cima e manda sinal para o sinalizador. Um deles, que funciona com energia solar, acende a luz vermelha, indicando que o lugar está ocupado; ou a verde, quando a vaga está liberada.

Os equipamentos no chão mandam um sinal via Wi-Fi para uma caixinha presa ao poste. As informações chegam ao programa que administra as vagas e, de lá, para o motorista.

Não vai precisar de estudo. Basta entrar no aplicativo que ele mostra a localização, o número de vagas próximas ou no lugar onde você quer ir. Aí, é só escolher uma vaga e traçar a rota.

"A conectividade é uma plataforma que não somente torna serviços mais eficientes, mas também possibilita que através da captura dessa informação, nova inteligência possa ser construída para prestar mais e melhores serviços", aponta Pablo Larrieux, diretor do Centro de Inovação da Telefônica-Vivo/Brasil.

Essa conexão entre os objetos vai se tornar comum mais rápido do que a gente imagina. Vai invadir a vida das pessoas, sem que elas se dêem conta da quantidade de tecnologia espalhada por aí, por todos os cantos.

Sabe aquela "pelada" do fim de semana? Pois  nela também vai ter tecnologia! A bola já não é mais a mesma. Nem a sua jogada será!

Dentro da bola, tem um sensor capaz de detectar a força do chute, a velocidade, a trajetória e a curva. Tudo é enviado no mesmo instante pra um aplicativo no celular. Para isso, só é preciso conectar a bola antes via bluetooth. Basta aproximar os dois. Com o aplicativo, dá para testar várias jogadas. Todas as informações ficam guardadas e dá ainda pra comparar com outros jogadores.

A tecnologia é nova tanto que muitos jogadores profissionais ainda não testaram o sistema.  O argentiono Allione, meia do Palmeiras, testou o equipamento. Ele e a repórter Michelle Barros brincaram de desafio de potência e, depois de umas dicas dele, lá vamos nós.

Por enquanto, a tal bola ainda não é vendida no Brasil, mas logo logo, o "rachinha" com os amigos, quem sabe, vai ser high tech.

Fonte: Jornal o Globo

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